Walter Miranda
Plastic Artist

Works of the artist

Listing 179 items – Theme

Philosophical Issues

EXALTATION TO GAIA - XXI

2018

    – Philosophical Issues

    – Exaltation to Gaia

EXALTATION TO GAIA - XXII

2018

    – Philosophical Issues

    – Exaltation to Gaia

Requiem for Gaia - Fecundationis Artificiosae

2018

    – Objects

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Requiem for Gaia - Foucault ICU

2018

    – Objects

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Requiem for Gaia - Inside Out

2018

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Requiem for Gaia - In splendid cradle

2018

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Requiem for Gaia - In Totum 6

2018

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Requiem for Gaia - Tower of Babel

2018

    – Objects

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Requiem for Gaia - Universalis Cosmographia - II

2018

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Requiem for Gaia - Universalis Cosmographia - I

2018

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

SEDES SAPIENTIAE II

2018

    – Philosophical Issues

    – Others

Our daily electronic junk!

2017

    – Objects

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Requiem for Gaia - Romantic Cartography

2017

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Requiem for Gaia – In Totum 5

2017

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Requiem for Gaia - In Totum 7

2017

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Requiem for Gaia – In Totum 8

2017

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Our daily safety - II

2016

    – Philosophical Issues

    – Brave New Middleage

Bosch + 500 – The last judgment

2016

    – Philosophical Issues

    – Others

Confucius and the Five Virtues of the Wise Man

2016

    – Philosophical Issues

    – Others

The infinite universes of Giordano Bruno

2016

    – Philosophical Issues

    – Others

The four seasons of the Year

2015

    – Philosophical Issues

    – Others

From Plato's Cave To The Dichotomy Of A Deadlock

2015

    – Philosophical Issues

    – From Plato's Cave to the Dichotomy of a Deadlock

The four elements of nature II

2015

    – Philosophical Issues

    – Others

Mismatch I

2014

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Mismatch Ii

2014

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Mismatch Iii

2014

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Technological Unbalance

2014

    – Philosophical Issues

    – Requiem to Gaia

Self Portrait




The memories that follow me and,


are puzzled with the present,


don’t leave me alone.


                                               I do not have a distressing loneliness


                                               of men without past,


                                               who cannot turn their faces back. 


Follow with me an old intimacy


with the world and the people of human content,


I don't compromise with the hypocrisy and insensibility.      


                                               My road is long


                                               and my life is too suffered.


                                               but it has been being worthwhile due to its fullness and,


                                               among died and wounded, I always survive.


To live isn't necessary to possess, but is important to feel,


 and the stones on the road show that pain is a good teacher.


 The sunsets at the end of each day show that is necessary to dream


 and dreams bring with them the same breeze that the art brings.    


                                               To paint isn't necessary privileges,


                                               but some suffering and humility.


                                               And the painting has been helping myself


                                               to disguise the irremediable sorrow of perceiving.

A arte de transformar dificuldades em vantagens


 


 


O artista plástico Walter Miranda se considera um defensor da técnica na pintura. Entre seus argumentos, está o de que, para voar mais alto, é preciso saber como gastar menos energia, ou seja, é o conhecimento que traz resultados cada vez melhores em qualquer atividade.


Entre julho e agosto últimos, ele apresentou a exposição Réquiem a Gaia - In Totum, na Reitoria da Unesp. A atividade se insere no Projeto 15x15, parceria entre a Universidade, por intermédio de seu Comitê de Artes e Cultura ligado à Pró-reitoria de Extensão Universitária, e a Associação Profissional de Artistas Plásticos de São Paulo, da qual é presidente no triênio 2013/2015.


Miranda mostrou mapas em que alerta para a destruição da natureza pelo ser humano. Para isso, apropria-se dos mais diversos objetos e materiais, como cartões de crédito, palitos de fósforos usados, placas de computador ou lascas de lápis apontados. São elementos que trazem conteúdo simbólico e, acima de tudo, preocupações estéticas.


Nascido em 1954, no bairro de Itaquera, em São Paulo, SP, Miranda, filho de pais separados, frequentou, dos 9 aos 12 anos, um colégio interno. Foi ali que teve a sua primeira experiência com a arte. A professora pediu que as crianças fizessem um desenho, e o dele mereceu destaque.


Passou a ser sempre chamado à lousa para ajudar a professora nas aulas. Pouco depois, começou a confeccionar pequenos gibis que vendia na feira próxima de sua casa para ganhar algum dinheiro.


Mais tarde, estudou ilustração na Escola Panamericana de Arte, onde recebeu o estímulo do desenhista de histórias em quadrinhos Nico Rosso, que o aconselhou a fazer aulas de modelo vivo na Pinacoteca do Estado de São Paulo. A atividade semanal era coordenada pelo artista plástico Gregorio Gruber.


No curso da Pinacoteca, além de aprender muito, tanto pela prática de desenho quanto ouvindo os comentários do professor e dos colegas, Walter Miranda passou a atuar ele mesmo como modelo. Não só ali, mas em outras instituições de ensino. Essa atividade multiplicou as oportunidades para conviver com diversos artistas, e, também, de ouvir muitos comentários em sala de aula sobre arte e sobre técnica de desenho e pintura.


No início da carreira, os trabalhos de Miranda apresentavam uma forte vertente social. O primeiro quadro que vendeu, por exemplo, retratava um soldado em primeiro plano, uma nuvem de gás lacrimogêneo vinda do solo e estudantes correndo.
A ideia era mostrar que não era apenas um único militar que amedrontava os jovens, mas sim todo um contexto que o apoiava.


Naquela época de iniciante, a falta de condições financeiras para comprar material de trabalho levou Miranda a desenvolver alternativas para conseguir se expressar plasticamente. Nos anos 1980 desenvolveu um processo no qual desmanchava revistas, batia o papel no liquidificador e, usando pedaços de madeira como prensa, criava bases com espessura de 8 mm. Depois fazia desenhos sobre as bases, usando caneta esferográfica.


As dificuldades foram se tornando vantagens que o estimularam a erguer seu próprio ateliê. Ele se localiza no bairro paulistano do Sacomã. Possui um pé direito bem alto, de sete metros, e amplas vidraças. A observação do mundo e a prática no lidar com diferentes materiais tornaram-se uma marca registrada. Foi por essa via que Walter Miranda chegou ao uso artístico de placas de computadores.


Ao frequentar a casa do amigo e escultor Roberto Gianecchini, que trabalhava para uma empresa francesa consertando e trocando micros, Miranda enxergou nas placas de processadores vistas aéreas de cidades. Levou algumas para o ateliê e começou a usá-las em seus trabalhos. Inicialmente, utilizava cada uma delas no tamanho original. Depois, realizou pesquisas serrando e adaptando o material de acordo com seus objetivos visuais.


Uma característica constante do trabalho de Walter Miranda são os mapas. Com o fim da ditadura militar, continuou a ser contestador, mas seu foco se ampliou. A crítica vem sendo a maneira irresponsável com que se usa a tecnologia apenas para gerar dinheiro, deixando de lado o respeito à natureza. A região paulistana onde nasceu, por exemplo, que anteriormente era repleta de verde, tornou-se uma selva de asfalto e concreto.


Miranda foi professor no Liceu de Artes e Ofícios, de 1986 a 1996, e desde 1996 dá aulas em seu atêlie. Sua atividade como professor inclui desenho, aquarela, pastel, nanquim, figura humana e pintura. Ele também profere palestras, conferências e workshops em escolas de arte, instituições culturais, faculdades e universidades. Graças a essas atividades, Miranda vem observando que atualmente há muitos jovens artistas com pouco espaço para expor. Esse quadro se agravaria com as universidades recebendo jovens do ensino médio com carência de formação básica em artes, tanto na prática como na teoria. O resultado é que os quatro anos de curso superior são um período muito curto para fornecer uma melhor bagagem de referências, essencial para que se crie um patamar que o artista possa transformar ao longo da carreira.


Miranda diz que aprendeu na ditadura a importância da lógica e da inteligência. Como era impossível vencer pela força, a alternativa estava no convencimento da sociedade pelos argumentos. Do mesmo modo, quanto mais o jovem artista conhecer desenho, perspectiva e noções de luz e sombra, mais poderá desaprender, sintetizando e estilizando, para encontrar a própria forma de expressão.

PROJECT BEETHOVEN


PROJECT - Three individualized interpretations on Beethoven's nine symphonies, more three manifestations, based on the development of the previous nine.


DEVELOPMENT - it was made a study, in group, on the Beethoven’s life and work, to pass indeed to the execution of the works that consisted of each artist, isolated of the others, to hear the symphonies, to make a work regarding each one and more three works where there was the possibility to use total creation freedom, using as main base the experience acquired in the execution of the previous works.


 


Maria Bertoldi, Roberto Giannecchini and Walter Miranda

PROJECT BEETHOVEN by ENOCK SACRAMENTO


Symphony is an independent musical work, executed by orchestra of strings, wind and percussion instruments, usually developed in four movements, the first of them is built as sonata form. The modern symphony is, actually, a great sonata for orchestra.


Musical gender created about 1750, the symphony had many great cultists, like Haydn, Mozart, Schubert, Mendelssohn, Schumann, Brahms, Franck, Tchaikovski, Dvorak, Bruchner, Mahler, Berlioz, Liszt, Sibelius, Prokofiev, Stravinski and other. Above these masters, hovers the huge figure of Beethoven, the greatest symphonic composer of all times and one of the most powerful personalities of the whole art history.


Beethoven delegated to mankind 9 symphonies that cross over the years without wear and tear signs, as works of supreme and permanent artistic value. Beethoven's influence on composers of the XIX century and even XX, was dominant and the fascination of his work extrapolates the domain of the music to manifest, until today, in several fields of the artistic creation.


In 1981, the painter Walter L. L. Miranda invited some plastic artists to create works referenced or inspired on Beethoven's nine symphonies. Almost three years later, he Maria Bertoldi and Roberto Giannecchini (GIA) showed the outcome of this experience that excited them. During the development of the series, they established that, besides the nine basic works, each one would produce more three, giving free sequence to the creative process.


Personalities of different formation, information and temperament, each one created inside of their line and the results are more than satisfactory: they show fundamental problems of the artistic creation and they approach the metalanguage of the critic, in the measure that they create works referenced on other works of art. Their creative postures sometimes resemble certain behaviors of own Beethoven, whose deeply intellectual positioning transforms some of his works or part of them, first of all, in spiritualized visions of the life than in direct projections of its flowing.


WALTER L. L. MIRANDA projected in the works that he accomplished on cardboard his own personality, rich and complex. And he did, at the same time, in a rational and passionate way. An attentive personality to the significant progresses of the knowledge and, to the madness practiced by segments of the society on behalf of doubtful ideals, deeply concerned with the social problems and the man's destiny in the earth. In the group of his work, it is felt a message of hope.


MARIA BERTOLDI let herself to impregnate by the romantic component that coexists with the tragic feeling in the group of Beethoven's symphonies. She materialized the life that breathes in these symphonic poems by representations of the urban landscape that is seen from the windows of her house-studio, in the neighborhood of Agua Fria, in Sao Paulo. She worked more in the poetic line of the Seventh Symphony than in the tragic slope of the Symphony of the Destiny, the Fifth.


GIA built a beautiful work using in his sculptures-objects pieces of matted aluminum and scraps of computers, incorporating to them elements supplied by the modern technology as fluorescent lamps, rigid optic fibers, polyurethane  strings, small motors and timers. Some pieces are fixed, other move. The Sixth Symphony - The Pastoral - was exemplarly synthesized in an aluminum figure of a bird that “flies” smoothly, moved by a motor of 18 watts provided with a mechanical resonance system, moved by a timer.


The whole works presented by the three artists has the mark of their Beethovenian origin: the spirit of faith in the art and in the life that it reflects. It is as if they repeated, in other languages, the verses of the ODE TO JOY, of Schiller, in the end of the Ninth Symphony:


“EMBRACE EACH OTHER, YOU MILLIONS! / THIS KISS IS FOR THE WHOLE WORLD!...”


 


Enock Sacramento - Sao Paulo, Christmas 1984


Member of the Brazilian Association of the Critics of Art

Walter Miranda
Ateliê Oficina FWM de Artes
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