Walter Miranda
Artista Plástico

Trabalhos do Artista

Listando 82 itens – Temática

Questões Políticas e Sociais

Admirável Nova Idade Média - O enobrecimento do homem - 2

2020

    – Questões Filosóficas

    – Questões Políticas e Sociais

    – Admirável Nova Idade Média

Admirável Nova Idade Média - O lixo nosso de cada dia - 2

2020

    – Questões Políticas e Sociais

    – Admirável Nova Idade Média

Simetria Política - China 04/06/1989

2020

    – Questões Políticas e Sociais

    – Simetria

Caderneta de Anotações Vladmir Herzog

2005

    – Questões Políticas e Sociais

    – Objetos

Doutrina Bush - Espantalho da Morte

2002

    – Objetos

    – Questões Políticas e Sociais

    – Doutrina Bush - Espantalho da Morte

    – Objetos

Réquiem a duas irmãs gêmeas I

2002

    – Questões Políticas e Sociais

    – Réquiem a duas Irmãs Gêmeas

Réquiem a duas irmãs gêmeas II

2002

    – Questões Políticas e Sociais

    – Réquiem a duas Irmãs Gêmeas

Simetria Ecológica - Xapuri 23/12/1988

1991

    – Questões Políticas e Sociais

    – Simetria

Simetria Política - Tian Anmen 04/06/1989

1991

    – Questões Políticas e Sociais

    – Simetria

Simetria Social - Volta Redonda 11/1989

1991

    – Questões Políticas e Sociais

    – Simetria

Janela Nossa de Cada Dia I

1987

    – Questões Políticas e Sociais

    – Janela Nossa de Cada Dia

Janela Nossa de Cada Dia II

1987

    – Questões Políticas e Sociais

    – Janela Nossa de Cada Dia

Janela Nossa de Cada Dia III

1987

    – Questões Políticas e Sociais

    – Janela Nossa de Cada Dia

Mãe do Zé Jorge

1985

    – Questões Políticas e Sociais

    – Outras

Ser e Não Ter

1985

    – Questões Políticas e Sociais

    – Ser e Não Ter, Ter e Não Ser, Eis a Etiópia!

SER E NÃO TER, TER e NÃO SER, EIS A ETIÓPIA!

1985

    – Questões Políticas e Sociais

    – Ser e Não Ter, Ter e Não Ser, Eis a Etiópia!

Ter e Não Ser

1985

    – Questões Políticas e Sociais

    – Ser e Não Ter, Ter e Não Ser, Eis a Etiópia!

Manifesto Diretas Já

1984

    – Questões Políticas e Sociais

    – Outras

Transposição Sinfônica - 1

1984

    – Questões Políticas e Sociais

    – Projeto Beethoven

Transposição Sinfônica - 10

1984

    – Questões Políticas e Sociais

    – Projeto Beethoven

Transposição Sinfônica - 11

1984

    – Questões Políticas e Sociais

    – Projeto Beethoven

Transposição Sinfônica - 12

1984

    – Questões Políticas e Sociais

    – Projeto Beethoven

Transposição Sinfônica - 2

1984

    – Questões Políticas e Sociais

    – Projeto Beethoven

Transposição Sinfônica - 3

1984

    – Questões Políticas e Sociais

    – Projeto Beethoven

Transposição Sinfônica - 4

1984

    – Questões Políticas e Sociais

    – Projeto Beethoven

Transposição Sinfônica - 5

1984

    – Questões Políticas e Sociais

    – Projeto Beethoven

Transposição Sinfônica - 6

1984

    – Questões Políticas e Sociais

    – Projeto Beethoven

Mais obras 'Questões Políticas e Sociais'

BOSCH + 500 – O JUÍZO FINAL

Esse é um tríptico em comemoração aos 500 anos da morte do famoso pintor holandês Hieronymous Bosch.


Ele representa uma releitura da pintura de Bosch denominada O juízo final, inclusive na montagem física do painel articulável que se abre como se fosse uma janela.


A comparação temática entre os dois trabalhos se baseia nas questões sociais do final da Idade Média, representadas por Bosch em seu tríptico, e várias situações conflitantes do século XXI, tais como conflitos bélicos, devastação ecológica, desrespeito à vida, pandemias etc.


 


Técnica: Óleo + objetos sobre tela sobre madeira.


Dimensões: 73 cmX58cm


Ano: 2016


                                                                                                                                                         Walter Miranda - 2016

Da Caverna de Platão à Dicotomia de Um Senão - IV

Essa é a quarta versão de trabalhos baseados na caverna de Platão, um trecho do texto A República escrita pelo filósofo grego Platão (c428-c348aC.).  O texto descreve a situação de alguns homens presos em uma caverna de costas para a sua abertura e sem poder olhar para trás ou para os lados. Dessa forma, a única concepção que eles têm do mundo é representada pelos sons que ouvem e pelas sombras de pessoas que passam à frente da caverna e que são projetadas na parede ao fundo dela.


 


O quadro tem a forma de um diamante e a área central dele mostra o exato momento em que um dos homens consegue se libertar e apreende a realidade do mundo afora, que está representada nas diversas faces do diamante com imagens das sociedades antiga e contemporânea.


 


TÉCNICA: Óleo + objetos sobre madeira


DIMENSÕES: 99 X 60 cm


ANO: 2015


                                                                                                                                                     Walter Miranda - 2015

Nada de Novo no Novo Milênio - II

O uso da violência como instrumento de dominação e desculpa para atingir objetivos escusos ou duvidosos; o uso de discursos políticos, ideológicos e filosóficos com a finalidade de confundir o raciocínio das pessoas e se manter no poder; a manipulação das informações a fim de esconder a verdade etc.  Enfim, qualquer tipo de atitude que sirva para justificar a exploração do ser humano pelo próprio ser humano sempre me incomodou e a forma que eu uso para expressar a minha indignação contra isso é a arte.


Recentemente, a destruição das duas torres do WTC em Nova Iorque causou a morte de muitos inocentes, chocando o mundo ocidental que assistiu ao vivo cenas dantescas.


Em meu coração instalou-se a dicotomia de sentir-me chocado com a cruel violência visualmente exposta naquele ato e ao mesmo tempo revoltado com a violência dissimulada de alguns governantes, de uma superpotência e de países aliados, que desrespeitam os princípios mais básicos de convívio civilizado entre povos de diferentes culturas.


Infelizmente, esses hipócritas têm usado o sangue dos sacrificados como desculpa para continuar se mantendo no poder e continuar explorando diversos povos que vivem em locais estratégicos, econômica e militarmente, cometendo mais atrocidades e injustiças contra pessoas tão inocentes quanto as que morreram em setembro do ano passado.


O tríptico Nada de novo no Novo Milênio - II é o meu protesto contra estas atitudes que só aumentam o nível de violência e injustiça no mundo gerando mais insatisfação das populações exploradas e servindo de motivo para mais loucuras e atitudes desesperadas de minorias radicais. O resultado desse tipo de manipulação é sempre a morte de inocentes dos dois lados.


Essas atitudes e seus resultados não são novos, mas os líderes de diversos países (em ambos os lados dos conflitos) continuam usando inescrupulosamente o sangue dos inocentes para manter suas posições políticas, manter seus confortos materiais, aumentar seus lucros financeiros e justificar seus atos de violência contra povos e culturas que não entendem.


Nem mesmo a promessa de um mundo novo neste novo milênio tem sido capaz sensibilizar as lideranças do mundo em relação ao respeito humano e às diferenças culturais. Por isso mesmo, continuamos à mercê do antigo risco de guerras tradicionais, bacteriológicas ou até mesmo de uma hecatombe nuclear.


Uma parte do tríptico apresenta a bandeira americana estilizada de onde partem mísseis que ameaçam a cultura islâmica, representada pela lua crescente com a estrela, e outra parte apresenta dois aviões em queda livre que ameaçam a cultura ocidental, representada pela tocha da estátua da liberdade. Estas duas imagens são baseadas na argumentação das duas culturas (ocidental e islâmica). São duas visões antagônicas do mesmo problema, onde as duas partes se autodenominam libertadoras e chamam os inimigos de terroristas. É interessante notar que os discursos dos líderes de ambas as partes são tão iguais que, se pensarmos bem, eles se desmascaram mutuamente. Eles só continuam fingindo o papel de bonzinhos porque se sentem protegidos pelo sistema que defendem e porque muito de nós continuamos fingindo que não vemos esse teatro macabro onde os inocentes continuam pagando pelos pecadores.


Esse trabalho foi pintado sobre papelão de fabricação própria com as imagens sendo pintadas à mão ou editadas por meio de computação gráfica e as placas de computador foram serradas e esmerilhadas. A composição do tríptico é construtivista e segue os princípios matemáticos da relação áurea, uma relação matemática observada em várias criações da natureza e já encontrada nos estudos matemáticos dos povos da Antiguidade. Através dela, determinei os retângulos áureos e localizei vários pontos e áreas focais onde foram afixados os elementos simbólicos que representam diversas situações diretamente relacionadas com o tema da obra e que obrigam o espectador a examinar as relações metonímicas dos quadros, provocando-lhe questionamentos. Nesse sentido, as peças de computador representam o domínio da tecnologia na sociedade atual e que, muitas vezes, tem servido como instrumento de dominação pelos povos mais ricos. 


Meu objetivo com minhas críticas sociais por meio da arte é provocar o espectador, usando uma linguagem artística e subjetiva. Para mim, o mais importante é a reflexão que o espectador leva consigo depois de observar meus trabalhos. Não sonho em transformar o mundo com meus questionamentos e nem pretendo mostrar que a arte pode eliminar a violência no mundo, mas gosto de provocar as pessoas para que elas tirem suas próprias conclusões sobre o tema abordado.


Quem tem olhos, que veja!


 



 


Técnica: óleo + imagens digitalizadas + objetos sobre papelão de fabricação própria


Dimensões: 153 x  96 cm


Ano: 2002-2003


                                                                                                                                             Walter Miranda – 2002/2003

Doutrina Bush - O Espantalho da Morte


 


Em 2003, os EUA invadiram o Iraque sob a acusação de que esse país produzia armas de destruição em massa e que apoiava a al-Qaeda, grupo terrorista acusado pelo ataque às duas torres em Nova Iorque e ao Pentágono em Washington. À época, o diretor da a CIA, George Tenet, já havia informado ao presidente Bush que o Iraque não produzia as armas mencionadas e não tinha ligação com a al-Qaeda, cujo chefe Bin Laden, estava no Afeganistão. Mesmo assim, Bush auxiliado pelo Reino Unido, Austrália e outras nações, resolveu invadir o Iraque. Após a invasão nenhuma das acusações foram comprovadas e a invasão criou uma desestabilização do Iraque que culminou no nascimento do grupo terrorista Estado Islâmico - ISIS.


 


O trabalho denominado Doutrina Bush – O Espantalho da Morte representa a minha opinião sobre as ações militares norte-americanas em várias partes do mundo em nome de uma política que eu considero equivocada e maldosa.


 


A parte vertical do quadro representa a imagem do “Tio Sam” (símbolo dos EUA). Na cabeça existem várias imagens apresentando Bush convocando para a invasão e brincando de dominar o mundo, bem como armamentos militares, manifestações mundiais contra a invasão etc.


 


O tronco e os braços são formados por alusões à bandeira norte-americana. As faixas brancas e vermelhas funcionam como rastro deixados por seis aviões furtivos (stealth) B-2 Spirit e dois caças F-21 que ameaçam simultaneamente os continentes mundiais que estão dentro de dois HDs com a Iinscrição “Nós” em vários idiomas que se contrapõem à inscrição “US”, que também significa “Nós” em inglês e ao mesmo tempo United States.


 


As cinquenta estrelas da bandeira dos EUA é representada por esporas, numa alusão à origem texana de Bush. Os pentelhos são representados por uma águia e o pênis por um míssil Tomahawk. Os pés são representados por dois aviões furtivos Nighthawk F-117.


 


No chão, um mapa-múndi cercado por balas tem várias bandeiras americanas fincadas nos continentes representando a presença militar do país no mundo e as áreas dos EUA e Reino Unido são preenchidas com placas de circuito eletrônico.


 


TÉCNICA: ÓLEO + OBJETOS SOBRE MADEIRA


DIMENSÕES 205 X  185 CM  -   (Avanço horizontal = 60 cm)


ANO: 2003


* Objetos utilizados: Placas de computadores serradas e esmerilhadas, esporas, HDs desmontados, broches, acrílico, objetos decorativos, etc.


 


                                                                                                                                                Walter Miranda - 2003


 


                                     Doutrina Bush - O Espantalho da Morte por Flávia Miranda


 


O artista plástico Walter Miranda apresenta algumas obras de arte que provocam profundas reflexões sobre o momento político mundial atual. Em alguns painéis do Átrio estão obras que criticam a atual política norte-americana (denominada Doutrina Bush) e os atos terroristas. Ao mesmo tempo, o artista expõe obras homenageando a cidade de Nova York, vítima dos atentados de 11 de setembro de 2001. As obras unem a tradicional técnica da pintura a óleo (embora em estilo contemporâneo) a novas mídias tecnológicas (pois parte dos trabalhos foi realizada através de computação gráfica). Uma obra se destaca do conjunto: DOUTRINA BUSH - ESPANTALHO DA MORTE. Ela consiste em um espantalho de estatura e envergadura de um homem adulto com o mapa mundi a seus pés e é pintada com esmalte sintético e tinta a óleo, com inserção de placa de computador serrada, HDs desmontados, broches, balas de revolver, esporas, imagens trabalhadas com computação gráfica, etc. É tanto um quadro, como uma instalação, pois da parede ela se estende para o chão, induzindo o espectador a olhá-la de vários pontos de vista e assim interagir com o objeto de arte. As diferentes imagens e partes que compõem a obra se relacionam entre si mas são ao mesmo tempo independentes. Isso provoca um olhar contemplativo dos detalhes e um olhar dinâmico pelas correlações de raciocínio das partes e do todo. Com certeza é uma obra impactante que conduz a reflexão inteligente do mapa político mundial atual. É uma exposição marcante de forte impacto visual e conceitualmente objetiva mas com sutilezas nas entrelinhas.  


Flavia Venturoli - Abril 2004

Janela Nossa de Cada Dia


A Série Janela Nossa de Cada Dia apresenta três pares de questões filosóficas: Tecnologia versus Natureza;  a Condição Humana versus a Compreensão da Infinitude e Ideologia versus Violência.


 


São três trabalhos pintados sobre madeira e que são articuláveis porque as folhas das janelas podem ser abertas ou fechadas.


 


Janela 1 – Contraposição do uso da tecnologia, representada pelo ônibus espacial, em detrimento da proteção à natureza, representada por uma floresta sendo penetrada por uma estrada.


 


Janela 2 – Contraposição da condição básica do ser humano, representada pela fome, e a infinitude do universo do qual somos apenas uma ínfima parte dos desígnios de Gaia, a mãe Terra.


 


Janela 3 – Contraposição da busca humana pela liberdade, representada pela mão da estátua da liberdade, e o uso da violência para atingir nossos objetivos, representado pelo cogumelo atômico



Técnica: Óleo sobre madeira


Dimensões: 100 X 60cm


Ano: 1987-2020


 

Transposições sociais


 


Tudo que o ser humano faz tem função social. Porém, dentro da Arte, creio que no exato momento da criação, a obra deve ter uma preocupação social. A função será a conseqüência. Sendo assim, na série de óleos que desenvolvi e apresentei em 1981, resolvi abordar as diferenças socioeconômicas representativas da sociedade brasileira.


A ideia inicial foi apresentar um cenário que apresentasse “os dois lados da mesma moeda”. Entretanto, não teria sentido usar situações convencionais, já que a idéia não atingiria o impacto pretendido. Dessa forma, após alguns estudos, cheguei às Transposições Sociais.


Usei a criança como elemento principal devido à sua não deturpação de conceitos, o que expressa para mim, um resto de esperança em nossa sociedade. Em todos os trabalhos, tanto as crianças ricas como as pobres apresentam um aspecto saudável para reforçar exatamente a impressão de pureza, apesar da opressão social e conceitual imposta por nós, adultos.


Por isso, os quadros se apresentam em pares com as crianças em posições idênticas, porém em condições sociais opostas, a fim de mostrar a igualdade humana em termos naturais e a injustiça social em termos humanos.


 


Walter Miranda             Abril/1981

A Força, o Poder, a Razão e o Preço da Liberdade

Estas obras abordam as manifestações estudantis em 1977 e a reação violenta dos policiais e forças militares contra os alunos. No primeiro trabalho - O Argumento da Força: policiais ameaçam os alunos com blackjacks demonstrando o argumento da força. No segundo trabalho - O Poder de Convencimento: policiais espancaram um estudante demonstrando uma espécie de poder convincente. No terceiro trabalho - A Razão Acima de Tudo: dois alunos ajudam um terceiro, com hematomas provocados por espancamentos, e um deles aponta para o ferido e grita na demonstração de que a razão está acima da violência. No quarto trabalho - O Preço da Liberdade: a fumaça provocada por uma bomba de gás lacrimogêneo envolve um policial militar que ameaça os alunos. A fuga dos estudantes é provocada pelo contingente militar que está por trás do soldado. Em um dos alunos, repousa uma pomba, símbolo da não-violência.


Walter Miranda
Ateliê Oficina FWM de Artes
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